Não são mil e uma noites mas é um quase um sonho; não são mil e uma bandas mas dava quase para marchar sobre o castelo de São Jorge, cheio de mouros invasores; também não são mil e uma salas que dão guarida ao MIL – Lisbon International Music Network mas são algumas das muitas salas que dinamizam o roteiro de concertos da zona do Cais do Sodré.

A edição deste ano do festival e convenção que aponta objectivos a reunir, no mesmo espaço durante três dias, profissionais da música de todo o mundo de forma a dinamizar estratégias e pensamentos, para além de contar com um vastíssimo menu de concertos de bandas portuguesas, brasileiras e além fronteiras lusófonas, decorre nos próximos dias 4, 5 e 6 de Abril.

As mais de 30 conferências e workshops acontecem na rua da Boavista n.º 9 e no Centro Cultural Rua das Gaivotas e são os palcos do B’Leza, Musicbox, Sabotage, Rive Rouge, Viking, Lounge, Tokyo e Europa que recebem os mais de 60 concertos do MIL. Uma correria já com horas e salas marcadas que podem consultar em baixo de forma a aproveitar da melhor forma o extenso caleidoscópio de música que ataca a zona ribeirinha de Lisboa durante a duração do festival.

O destaque maior vai para o encontro de The Legendary Tigerman, Capitão Fausto e Paus com e a convite dos Boogarins, para uma reunião que é preparada em estúdio durante uma semana, em que os nomes que compõem o cartaz irão recriar músicas uns dos outros. O resultado final vai ser a cerimónia de arranque do MIL na noite de dia 4 no B’Leza. Aposta-se desde já que este clash of the titans será um dos acontecimentos do ano.

Os Boogarins tornam a subir ao palco no dia 5, desta vez no Musicbox, para um dos mini-concertos do evento. No mesmo dia, a representação tupiniquim fica a cargo de Maurício Takara, O Gringo Sou Eu, P.L.I.N.T., indo o destaque maior para a apresentação do multi-instrumentista Ricardo Dias Gomes que já trabalhou anteriormente com os Do Amor e os Cê, esta última a banda que habitualmente acompanha Caetano Veloso. Dias Gomes lançou em 2015 o disco -11 , tendo sido o próximo álbum gravado em Portugal com o duo de Brooklyn, Star Rover.

O dia seguinte recebe na selecção verde e amarela os Cary Or Not Cary, Passo Largo, Aeromoças e Tenistas Russas, o indie-electro de subtis influências world de Ops – que sacou do segundo melhor disco do ano brasileiro pela Melhores da Música Brasileira -, e a já quase lusa Larissa Labaq, nome recorrente em Portugal nos últimos três anos e uma das figuras essenciais da cena indie paulista e brasileira.

O mundo além Portugal e Brasil estará representado ao longo dos dias 5 e 6 por mais de 20 artistas e bandas. A apresentação de Casper Clausen dos Liima e Efterklang sob o cognome de Captain Casablanca, os hinos rápidos de punk e noise dos noruegueses Dark Times, a abordagem vintage e ao mesmo tempo contemporânea às canções indie-pop dos Joon Moon e a experimentação electrónica de Chapelier Fou (ambos franceses), as canções nórdicas de alta sensibilidade dos When ‘Airy Met Fairy e o afro-electro-pop-indie- wanderluster de pé na estrada de Témé Tan são momentos a carregar na mochila das MIL memórias.

Mas porque para cá do Marão mandam os que cá estão, o grosso da programação – na verdade é precisamente metade – é feita de produto nacional e é feito de colheita gourmet: Alek Rein, Ermo, Killimanjaro, Monday de Cat Falcão das Golden Slumber, Keep Razors Sharp, Moullinex, Chinaskee e os Camponeses, Luis Severo, Best Youth, The Legendary Tigerman, Whales e Fugly que acabaram de chegar de um a tour conjunta pela Europa, Mighty Sands ou Diron Animal dos Throes + The Shine são alguns dos muitos dos nossos MILs que vão andar à solta no Cais do Sodré durante as noites de dia 5 e 6 de Abril.


Os horários e a distribuição por salas estão no link da imagem a baixo e fica também uma playlist de spotify com a música do MIL – Lisbon International Music Network.

MIL – Lisbon International Music Network 2018 Line Up

MIL – Lisbon International Music Network 2018 Line Up