Se o mundo precisava de mais uma versão de “Unchained Melody” dos The Righteous Brothers? Talvez não. Não que aquele que foi o maior sucesso da dupla norte-americana seja a canção mais emprestada ao longo das décadas a outras vozes e a novas redefinições sonoras, mas figurará certamente na lista de temas imortais e intemporais que trespassaram gerações ao ponto de poucos poderem dizer que nunca ouviram as vozes de Bobby e Bill assumir as lides vocais de uma das maiores baladas de sempre, facto a que também não será alheia a presença da canção na banda sonora do filme “Ghost” de 1990. E sim, não escapou ao redesenhar melódico de vários artistas desde que foi editada no álbum Just Once In My Life em 1965.

Mas a verdade é que Lykke Li pega na canção que fez as delícias de adolescência dos nossos pais – e quem sabe, não lhes serviu também de banda sonora romântica -, e corre o risco não só de lhe agradar a eles, como aos pais deles como também a nós com os ecos de pianos a servir de tapete cristalino e transparente à voz límpida da cantora sueca que lhe dá uma luminosidade emocional ainda mais dramática do que aquela presente no original.

Lykke Li tem andado interligada ao projecto LIV que partilha com Peter Bjorn and John e Miike Snow, e por enquanto não há qualquer notícia de um possível sucessor para I Never Learn que data já de 2014, sendo “Unchained Melody” a primeira peça em nome próprio em cerca de 3 anos.