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E foi com esta triste notícia que a segunda semana de Agosto começou. Depois de catorze anos juntos, sendo nove de carreira, o quinteto londrino decidiu pôr um término aos The Maccabees, banda indie rock de grande sucesso por terras de sua majestade e não só. Com quatro discos lançados no espaço de uma década – sendo o terceiro Given To The Wild considerado frequentemente como o melhor que produziram –, o futuro previa-se risonho para estes rapazes: os seus discos registavam vendas elevadas, registava-se grande afluência em concertos, a fanbase era notável, as críticas por parte da imprensa favoráveis… Infelizmente, quis o destino traçar um final precoce para os The Maccabees para tristeza de inúmeros fãs.

Apesar da história dos The Maccabees ter os seus dias contados, a história reside agora em aproximadamente 50 canções que acabaram de receber o título de ‘lembranças’; desde a estreia, em 2007 com de Colour It In até ao mais recente Marks To Prove It lançado no ano passado, o grupo oriundo de Londres lançou temas tão variados que quase se pode afirmar que conseguem agradar a gregos e troianos. Contudo, há sempre umas que se destacam mais em relação a outras e, por isso, a Tracker Magazine decidiu criar uma lista que incorpora dez dos temas que considera como sendo dos mais emblemáticos que Orlando Weeks, Hugo e Felix White, Rupert Jarvis e Sam Doyle criaram em conjunto.

Tal como explicam na mensagem que publicaram na página da banda no Facebook, haverá concertos de despedida no decorrer dos próximos mês. Embora a relação com Portugal não seja a mais forte – tocaram duas vezes no Optimus NOS Alive (2010, 2012) e como banda de abertura dos The Black Keys no Pavilhão Atlântico MEO Arena, novamente em 2012 – rezamos a todos os anjinhos que possamos fazer parte de uma das suas festas de despedida onde, quem sabe, se ouça uma ou outra destas músicas.

Child (Given To The Wild)

Para explicar o porquê da beleza que se esconde em “Child”, segundo tema de Given To The Wild e que encerra o interlúdio iniciado pela primeira faixa que partilha o nome do disco, seria necessário mencionar que: dá o pontapé de saída àquele que é o canto do cisne dos discos de The Maccabees, apronta um clímax que não desaponta, combina tanto as facetas calmas e endiabradas bem conhecidas da banda, reúne instrumentos de sopro de forma bem medida ao ponto de não se tornem o foco da música e a potencialidade vocal de Orlando Weeks enfeitiça do início ao fim. Estes são apenas alguns dos elementos cuja junção originou um dos melhores temas da banda e aberturas de discos recentes de que há memória.

Dinosaurs (Wall Of Arms)

“Dinosaurs” diferencia-se das restantes músicas dos The Maccabees na medida em que não possui um refrão… ou pelo menos, não falado. Neste tema, a banda demonstrou a sua capacidade enquanto músicos capazes e experientes, querendo demonstrar maturidade face ao primeiro disco e deixando que fosse o som dos seus instrumentos – e de um trompete emprestada –, a dar a voz. Para acompanhar a melodia, temos uma confissão de um apaixonado que confessa o desejo de abraçar o seu amor pela noite dentro sem nada a separá-los, provando que as verdadeiras músicas de paixão nascem das situações mais casuais e honestas.

First Love (Colour It In)

O próprio nome de “First Love” é irónico face àquilo que representa para os The Maccabees: para além de primeiro single extraído do disco de estreia Colour It In, foi também o tema que os pôs na boa do mundo e lhes abriu a porta para o sucesso. O primeiro contacto que muitos estabeleceram para com a banda britânica foi ao som de “First Love” e, por esse mesmo motivo, têm um lugar cativo no coração dos fãs. Foi amor à primeira vista, sim, e quando o amor é verdadeiro, perdura para sempre. The Maccabees podem ter acabado, mas são músicas como esta que nos vão deixar cheios de saudade.