Era uma vez uma Matryoshka japonesa que fazia as canções mais belas – porque é mesmo este o termo. Certa noite, chegou de mansinho, sem aviso, tomou-nos inesperadamente de assalto e embeveceu-nos de tal forma que nunca mais nos libertámos do som da sua voz plena em éter, nem dos seus pianos fluídos, nem dos seus violoncelos celestiais, nem dos seus violinos portentosos, nem da força das suas composições épicas de vários andamentos. Nem queremos. Faltam adjectivos – ou ainda não foram inventados – para este duo que tanto nos enfeitiça e que é, claramente, um dos segredos mais bem guardados.

Do álbum Laideronnette de 2012, este “Noctambulist” enche-nos as medidas e leva-nos para outro dimensão. Não há muita coisa mais bonita que isto e acreditem, não é de ânimo leve que fazemos este tipo de afirmações.

 

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