Joseph Mount, o vocalista, fundador e principal compositor dos Metronomy, esteve à conversa com a Tracker Magazine e falou sobre o novo álbum Love Letters, sobre a parceria com Michel Gondry e dos tempos dos remixes que o lançaram.

Como foi a parceria com Michel Gondry que realizou o vosso vídeo “Love Letters”?

Eu sempre fui fã dos vídeos de música que ele fez. Quando eu tinha 16/17 anos, ele já tinha feito muitos vídeos fantásticos. Fez um vídeo de Chemical Brothers que ganhou imensos prémios. E eu, que nem gostava da música deles, de tanto ver aquele vídeo acabei a gostar da canção. Ele é este género de realizador, tem este efeito.

É uma maneira sui generis de se gostar de música.

Sim, sim. Quando trabalhas com alguém assim, nem tens de ter ideias próprias.

Podes ter mas, nunca serão melhores.

Claro. Nós só falámos da estética que procurávamos para a banda. Um aspecto anos 60 que queríamos retratar e trabalhámos a ideia dele, numa colaboração muito simples que funcionou. É óptimo sentirmo-nos parte do espólio Chemical Brothers, Björk, e todos os vídeos dele.

O novo álbum chama-se Love Letters, porquê este nome? E a última faixa chama-se “Never Wanted”. Foi uma carta de amor que correu mal?

São só frases que se formam na minha cabeça e que soam bem na altura. Quando escrevi a música “Love Letters” achei que era um bom nome para um álbum e não pensei muito além disso. Depois, quando tens o trabalho todo feito e olhas para a lista de faixas e… bem… é o que é!

No final é sempre tudo sobre amor. 

Sim, tudo é, essencialmente, sobre amor.

Esta é a vossa quarta vez em Portugal. Sentem que têm uma base fiel de fãs aqui?

A primeira vez que tocámos em Portugal foi no Porto. Que é o meu sítio preferido no mundo. O público é muito generoso connosco. Até gostava que viéssemos cá mais. Há mais facilidade em ir a outros países da Europa. Então quando as bandas vêm a Portugal, o público mostra-se muito contente por isso.

Na tua carreira fizeste muitos remixes. Destaco o de Goldfrapp, onde introduziste um monólogo francês sobre Nothingham. O que pensas quando os estás a fazer e o que te inspira a torná-los originais, com introdução de novos elementos, quer vocais quer instrumentais?

Não faço remixes há muito tempo, mas quando os estava a fazer foi uma excelente forma de me promover. Eu ouvia muito os remixes de Cornelius. Um japonês que mudava totalmente as músicas e eu adorava o que ele fazia. E é muito mais fácil e verdadeiro trabalhares na música de outra pessoa, tornando-a tua. É a única maneira que eu consigo fazer, de verdade.

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