Há vários dias que se falava estar para breve a revelação de um novo tema dos Muse que se viesse juntar ao anterior one-off singleDig Down” lançado em Maio, cujos sintetizadores circulares a atirar farpas ao dubstep vinha dizer que as linhas melódicas que tinham posto Drones – o último álbum dos britânicos, editado em 2015 -, a circular na atmosfera tinham vindo para ficar.

Nessa altura, a banda de Matt Bellamy tinha confessado estarem prontos dois singles: um mais ligeirinho, outro mais pesadote. Foi preciso passarem-se três estações e quase 10 meses para se ficar a conhecer a segunda incursão dos Muse pelos temas inéditos. “Pesado” não sabemos se será o termo mais apropriado para “Thought Contagion”, mas ouvindo ambas as canções, fica-se pelo menos perfeitamente esclarecido qual dos singles vinha com a etiqueta de “heavy” e qual vinha com etiqueta de “not really”.

Sem vestígios de drones bélicos nem linhas de dubstep xaroposas, mas característicamente Muse da última década, especialmente aquele das guitarras trémulas de Black Holes and Revelations – Bellamy descreveu a canção como “it’s an arena sound and synths. There’s a couple of synths in it. It’s a pretty epic and anthemic track” –, “Thought Contagion” vem com um vídeo que remete para a obra cinematográfica de John Carpenter entalado algures entre os filmes Back To The Future, Lost Boys e o videoclip para “Thriller”, de Michael Jackson, e que usa e abusa das narrativas visuais 80s com dezenas de detalhes que se podem ir descobrindo com vários visualizações – o nome do jogo, no início do vídeo, chama-se “Dig Down”, o nome do tema anterior.

Os Muse têm estado em estúdio com o produtor Rich Costey – com quem já tinham trabalhado nos álbuns Absolution (2003) e Black Holes and Revelations (2006) -, e confessaram já que iriam revelar mais três canções “or more” antes do lançamento do sucessor de Drones.

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