É, parece que não, mas já lá vão seis anos desde que Alan Palomo percebeu que devia ter metido os ácidos connosco e não com quem meteu e que o verão desse ano tinha um beat meio mortiço, nada que impedisse, na verdade, aqueles que viriam a ser os primeiros passos do chill-wave boom – em paralelo com a estreia de Neon Indian em longa duração saiam também Life Of Leisure de Washed Out e Body Angles de Toro Y Moi – e pavimentava algum do caminho que iria dar ao psychedelic revival que ainda hoje se sente. Era Estraña avançava, em 2011 já em direcções menos revivalistas e apelava já a Verões mais contemporâneos e decididamente mais pop e menos arriscados no que toca a experimentações… sonoras e potencialmente químicas. Muito mais dançável, melodioso, menos estranho apesar da etiqueta na lombada anunciar o oposto e a deixar nos lábios o sabor a sal, a sol e mar.

Três anos volvidos o texano nascido mexicano regressa e sem grande alarido nem avisos prévios toma lá de lançar um single. Saiu ontem pela Mom +Pop, chama-se “Annie” e, mesmo mantendo a escalada pela montanha pop acima, recebe de braços abertos a herança reggae de Eddie Grant, Maxi Priest e Jimmy Cliff tudo pela lente revisionista dos seus teclados vintage. Apostamos num álbum para Setembro ou Outubro?!

alec peterson sig