3 de Maio de 2017. Nick Murphy divulgava então aos olhos do mundo um teaser enigmático que mostrava uma praia deserta ao cair da noite, o esqueleto metálico de uma montanha russa, longos corredores de um hotel e o nome Missing Link recortado em várias direcções e camadas, apresentado de forma intermitente, numa concepção visual que se assemelhava em muito à composição cinematográfica usada na fabricação de um trailer de uma película de cinema.

Só mais tarde, precisamente uma semana depois, se viria a descobrir que a peça videográfica cumpria afinal a missão de introduzir o lançamento, mais ou menos de surpresa, de um EP de 5 temas justamente com o nome Missing Link, que se viria a revelar como o primeiro projecto musical assinado por Nick Murphy depois de ter deixado cair o heterónimo Chet Faker. O australiano viria a revelar algum tempo depois que a missão do EP consistia em estabelecer uma espécie de ponte entre a produção discográfica desenvolvida enquanto Chet Faker e os lançamentos futuros sob a insígnia do seu nome de baptismo, algo que viria a marcar o início de uma nova era na sua carreira.

Foi preciso esperar até dia 8 de Janeiro do ano seguinte para se conhecer a história completa daquelas imagens misteriosas que não deixavam pista alguma sobre o seu significado ou destino. O trailer de pouco mais de um minuto, transformou-se então num thriller de oito minutos e meio escrito e realizado por Nick Murphy em colaboração com o realizador australiano Johann Rashid. Uma narrativa negra e soturna que conta com o próprio Murphy como protagonista. O australiano confessa, em jeito de apresentação do vídeo,

2017 was a year of risk and exploration… To say thank you, here is a film I made with my good friend Johann Rashid