Há várias formas de se poder descrever alguma coisa. Nenhuma está errada nem nenhuma é a exacta. Por muito que se imagine pelo que se lê e pelo que se vê, não deixa de ser a representação de algo pessoal. Uma coisa vivênciada. Sem a presença física, resta-nos sentir o que alguém sentiu por nós. E o que alguém viu por nós. As imagens, como as palavras, podem ser exageradas, levadas a um certo extremo entre o que é possível ter acontecido e uma experimentação da realidade. Uma desconstrução que sempre esteve construída e que percebemos que sempre existiu, só não a vimos dessa maneira.

Entre deixar os pés na terra e a cabeça no ar, aqui ficam as últimas imagens do NOS Primavera Sound 2016. A derradeira exploração do que foi o festival. Vivam as cores vivas. Vivam as sombras dentro das cores. Viva o exagero e a paz das sombras. Vivam a bipolaridade das imagens. Vivam.