Quem passou na noite de 20 de Dezembro de 2013 pelo Salão do Tigre da Casa Independente, no estranho mundo nocturno do Intendente, de certo nunca mais se esquecerá do concerto dos Föllakzoid, o trio chileno subia ao palco completamente às escuras para sabe-se lá quanto tempo de viagem alucinatória sem drogas (ou quem sabe…) à velocidade do som da banda para apresentarem o disco desse ano, II. Aqui ficou marcado como um dos mais intensos momentos sonoros de sempre a que tivemos o privilégio de assistir.

Agora passados cerca de 2 anos do último trabalho, o trio de Santiago, Diego Lorca, Juan Pablo Rodriguez e Domingo Garcia-Huidobro, regressa com o tão esperado III – nada a espera desta, ah?! .- a 31 de Março mais uma vez via Sacred Bones, pátria amada de alguma da mais perfeita e estranha música feita neste século.

III foi escrito todo ele na estrada, tanto em improvisações ao ar livre nos N festivais onde passaram e nos sound-checks de concertos em caves geladas na Rússia. Com o génio alemão das electrónicas  Atom TM a tomar conta agora dos sintetizadores o som da banda cresce além das barreiras sónicas que já pouco ou nada existiam no trabalho anterior da banda criando músicas que parecem ser infinitas como um loop ou um groove interminável.

We work in a very similar structure to mantric songs or techno, we share a metric language there that coordinates the musical language. There are many layers in our music, most of them unknown even to us.

Esta é “Electric”, 12 minutos de magia cósmica que dificilmente se pode chamar de single.

III:

01. Electric
02. Earth
03. Piure
04. Feuerzeug

 

folla