Os Esmerine nascem sob a égide da Constellation Records – mesmo só editando pela editora canadiana ao terceiro disco -, e da massa soberba de bandas e projectos que figuram nos mais de 20 anos em que a editora tem vindo a fazer de cúpula para o carrossel onde brincam também os Godspeed You Black Emperor!, Colin Stetson, Elizabeth Anka Vajagic ou Thee Silver Mt. Zion, entre tantos outros.

Os braços estendem-se de estúdio em estúdio, de ideia em ideia, de partitura em partitura, desde o singular epicentro experimentalista de Montreal e, filhos de um outro parto, os Esmerine surgem durante as gravações em 2001 do primeiro álbum dos Set Fire To Flames e que levou o título Signs Reign Rebuilder. Bruce Cawdron, percussionista dos Godspeed, e Rebecca Foon, violoncelista dos Mt. Zion e dos Saltland, começam aí um trajecto excepcional pelos territórios da música de câmara, do post rock, da música cinematográfica, do post-punk exacerbado e subliminado e da necessidade compulsiva de criar experimentando, mesmo que tantas vezes de forma mais melódica, visceral e clássica que o habitual nesse terreno.

Ao contrário dos colectivos originais, os Esmerine afastam-se do conceito colaboracionista ao longo de toda a carreira, assentando numa estrutura simplificada de banda. Com Bruce e Foon, em torno de quem tudo orbitou durante 11 anos, o núcleo da banda é, na segunda década do milénio, elevado a quarteto, com as entradas de Jamie Thompson e Brian Sanderson. Com seis álbuns de originais – Dalmak de 2014 venceu o Juno Award para Disco Instrumental do Ano -, os Esmerine vão estar em Portugal para um par de datas e ambas a norte, inseridas numa tour de apresentação do disco do ano passado, Mechanics of Dominion.

Os canadianos tocam nos dias 23 e 24 de Março, esta sexta e sábado, no Understage do Teatro Rivoli no Porto e na sessão #9 do Indiesciplinas em Guimarães. Bilhetes na cidade berço a 3€ e na Invicta a 5€.