Os First Breath After Coma estão prestes a lançar o segundo álbum, Drifter, com mini-tour já em curso e um enorme desafio nas mãos (e vozes): com o seu som excêntrico, repetir o sucesso das canções de The Misadventures Of Anthony Knivet, que simultaneamente agradaram aos críticos e aos públicos dos concertos da banda que já encantou num dos maiores festivais, o Paredes de Coura (2014).

E para superar o enorme desafio, além do talento da banda e do trabalho de meses gravando onomatopaicos sons de tudo e mais alguma coisa, os First Breath After Coma reforçaram a equipa com um grupo de gente ilustre, que incluiu Noiserv e, para a produção e mistura e masterização, Filipe Rocha (Sean Riley & The Slow Riders) e Paulo Mouta Pereira.

O primeiro tema escolhido para promover Drifter é o curto “Salty Eyes”, típico single de três minutos (e tal) para o qual o videoclip dirigido por Vasco Mendes explorou o conceito de devolver à Natureza o que torna as pessoas menos humanas – armas de fogo, nesse caso. Apesar de curta, “Salty Eyes” conserva a identidade artística da banda que até pode partilhar detalhes técnicos com os introvertidos Mogwai, mas cantando a fusão do conceito de canção no instrumental post-rock, os First Breath After Coma estão mais próximos de uma simbiose entre as imensas paisagens dos Explosions In The Sky e o empolgamento coral dos PAUS, movida pela força dos timbales e bombo da bateria, a reboque da qual vagueiam as guitarras e uma camada com outras percussões.

Os First Breath After Coma podiam ser mais uma banal banda de rock, mas “Salty Eyes” é o mais recente exemplo de que a banda tem feito um som invulgar e mesmo assim capaz de ‘levantar um estádio’ – grande, como o da Luz…