Quem consumiu Abyss de 2015 até não haver amanhã, pode até estranhar a mudança de registo para um formato semi-acústico a roçar o lo-fi, ainda que as palavras que dão vida à chama de “Hypnos”, o primeiro tema desde o último longa-duração de Chelsea Wolf, deambulem pelas mesmas esferas tormentosas, sombrias e negras do desencanto.

Num tom meio sussurado, meio confessional e completamente poderoso, Chelsea dá continuidade com o desespero de “Hypnos” à epopeia gótica que tão bem sabe criar, baralhar e voltar a dar sob variadíssimos semblantes e disfarces num vídeo fosco e monocromático onde ora abraça a neblina das trevas, ora beija o brilho da luz. E cuja sequência de imagens faz jus ao título.

Abril verá a edição de um 7” de 2 temas que incluem precisamente temas que ficaram de fora do alinhamento de Abyss.