De diferentes pesos e medidas se tem feito o percurso de Faris Baldwin e dos seus The Horrors. Depois de Skying de 2011 e Luminous de 2014 terem penetrado nos vértices mais sonhadores e cadenciados do shoegaze – sem nunca deles se deixar de reconhecer a magistralidade encorpada e a electricidade vítrea de sempre -, a verdade é que os britânicos souberam sempre manter uma linha coerente e completamente identificável quaisquer que fossem as incursões sonoras pelas quais embarcassem e mesmo quando não criavam no âmbito das esferas mais sombrias e gélidas pelas quais ao longo do tempo nos iam guiando.

Neste seu regresso aos ângulos seminais mais alinhados com as ambiências experimentais mais obscuras que os deram ao mundo, condensadas que foram em Strange House de 2007 e Primary Colours de 2009 – os dois primeiros registos de estúdio da banda -, os The Horrors sondam as zonas mais profundas e densas dos oceanos, aquelas onde a luz já não consegue penetrar, induzidos por linhas de baixo graves e opacas e synths mastigados à semelhança de uns uns James que há muito habitam nas profundezas nas cavernas.

“Weighed Down” é o terceiro capítulo de V – aquele que será apropriadamente o quinto longa-duração dos londrinos com data de lançamento marcada para 22 de setembro  -, depois da interpolishMachine” e da new-orderishSomething To Remember Me By“. Os The Horrors actuam em Portugal com duas datas, uma para Lisboa e outra para o Porto, em Dezembro.