Inventar uma palavra e metê-la na capa de um disco. Era o que fazia Black Francis nos Pixies e sempre lhe correu bem. E se assim é, porque não fazer o mesmo? E fez! Quem fez? Fez Barry Hyde, o senhor que costumava por tudo em alvoroço com os seus The Futureheads e as suas guitarras tão new wave, tão indie, tão british.

Barry Hyde lança para a semana que vem o seu disco de estreia a solo. Malody, a tal palavra inventada, é uma derivação dos termos malady e melody e significa para Hyde uma doença mental, uma tristeza profunda e uma megalomania. Ou tal como nos confessa:

I know about these things as I am bipolar. This album is a musical representation of what it feels like to experience the extreme states of mind that characterise bipolar existence. Like many bipolar people, creativity is central to my life, central even, to my illness. This album is a bipolar album, it was written in the rare and exquisite moments of intense creativity that comes in an almost complimentary way with the highs and lows. It’s a deep, highly personal catharsis, a document of my experience.

Como em qualquer bom processo de catarse e de expiação, o corte radical é sempre uma das soluções e Barry faz aqui isso mesmo. Malody deixa o som dos Futureheads em pousio e volta a onde um dia foi feliz. Ao primeiro instrumento, o seu primeiro amor, o piano. Malody está a um universo inteiro de distância do trabalho com os Heads. Piano, violino, violoncelo, sopros e pedal steel são os instrumentos que adornam as melodias doentes de Barry.

Para já temos “Sugar”. O disco sai dia 03 de Junho pela Sirenspire Records.