E quem diz new wave diz os Falco, os Visage e os Ultravox, diz os OMD e o baixo absolutamente característico dos Duran Duran que de uma forma ou de outra acabou por manchar o tom de toda a new wave que invadia as pistas de dança nos primeiros anos da década de 80, e que eram mais tarde resgatados já em pleno séc. XXI por bandas como os New Young Pony Club.

Os norte-americanos of Montreal de Kevin Barnes regressam em 2018 aos temas originais com “Paranoiac Intervals/Body Dysmorphia”, o primeiro avanço para o próximo disco da banda agendado para ser lançado no dia 9 de Março, depois da última colecção de canções em formato longa-duração – Innocence Reaches  tem pouco mais de ano e meio – ter rodopiado a sua pop experimental com nuances psych, synthpop e electrónicas por 12 temas.

Pelo meio, a banda da Georgia editou ainda um EP de quatro temas no ano passado, ano em que foi também reeditado o álbum de 2007 Hissing Fauna, Are You The Destroyer? e o EP Icons, Abstract Thee que lhe serve de acompanhamento. Hune Rusk vê-se assim em vias de ser substituído na discografia dos of Montreal por White Is Relic/Irrealis Mood, um disco que vem apresentado pela mão de um tema que ultrapassa os 7 minutos de duração e que foi inspirado nas “extended dances mixes” da década de 80, como confessa Kevin Barnes.

“Paranoiac Intervals/Body Dysmorphia” constrói-se com uma cacofonia de synths que vão desaguando numa derivação ligeiramente bafejada por ambiências mais negras e nocturnas do post-punk lá mais para o final da canção. Em entrevista à publicação Stereogum, Barnes confessa:

Two important events occurred during the making of White Is Relic/Irrealis Mood: I became ‘Simulated Reality’ paranoid and I fell in LOVE. I also decided to abandon the ‘live band in a room’ approach that I had been using on the recent albums and work more on my own or remotely with collaborators.

White Is Relic/Irrealis Mood será o décimo quinto disco dos of Montreal e será editado pela Polyvinyl. O álbum encontra-se já em pré-venda no site da editora.