A solene e sintética emotividade dos London Grammar envolve-se novamente entre as detalhadas explosões de energia dos teclados da banda inglesa e tece o quarto capítulo de uma história por contar. Ainda refugiados por detrás de uma peregrinação mensal que vai parando, uma a uma, em momentos de uma religiosidade e magnificência frágil e filigranada, a banda de Hanna Reid, Dominic ‘Dot’ Major e Dan Rothman parecem querer desenrolar uma narrativa e criar uma rota que liga todos os pontos de paragem da jornada.

Depois de “Rooting For You”, “Big Picture” e “Truth Is A Beautiful Thing”, a viagem dos Grammar em direcção ao tão – e cada vez mais -, esperado segundo disco ainda sem nome divulgado, encontra-se frente a frente com o quarto single em quatro meses.

“Oh Woman Oh Man” eleva-se de forma menos operática e aparentemente menos nebulosa sobre os anteriores singles. De contornos mais terrestres ainda que minimalmente sumptuosos, o novo tema do trio de Nottingham rasga-se de forma delicada por entre as linhas de guitarra e a voz de Reid, desta vez tão concreta de aceitação nervosa, entrega as palavras como se de um adeus não esperado mas previsível se tratasse.

There is nothing I can do
But steal the moon
But nothing made you want me better

Hanna Reid afirmou em entrevista ao NME, que o segundo disco dos London Grammar avança pelos mesmos universos temáticos de If You Wait. Mas onde o disco de estreia se debruçava sobre as relações entre amantes, o novo longa-duração vai olhar para os tipos de relacionamento, aqueles que se têm com o próprio ser e com uma procura de um sentido para a existência diária no planeta. Dot e Dan apontam também novas direcções sonoras e uma maior amplitude de ambientes cinematográficos, com cada uma das músicas como uma cena diferente para um cenário maior.

“Oh Woman Oh Man” e ficamos a esperar o quinto capítulo do segundo disco dos London Grammar… ou então que venha daí esse álbum antes do concerto no Super Bock Super Rock a 14 de Julho.