Eis que chega até nós uma persona bastante peculiar, uma surpresa que Chloe quis oferecer aos seus fiéis fãs!

Chloe Boleti.

Se digitarmos o seu nome no mundo da internet, em poucos minutos podemos descobrir que esta artista grega desde muito cedo teve contacto com o universo musical, participou no Junior Eurovisão de 2003 e presenteou o público grego com interpretações em vários programas televisivos. É possível acedermos ao seu canal do YouTube, recheado de covers de variados estilos, de onde se pode deduzir um futuro promissor como artista, tocando a sua guitarra e o seu piano acompanhados da sua voz intensa e potente.

Agora, num mundo bastante distanciado do conhecido apresenta-se-nos como Aphty Khea, nome que a cantora quis adoptar após o lançamento do seu EP divulgado recentemente na sua conta de SoundCloud. Este recém-chegado alter-ego é definido como a nova personagem artística da cantora, um plot twist demasiado intenso e maravilhoso. Do fruto do seu amor do trip-hop e abstract hip-hop e do resultado de múltiplas influências, nasce Khea e é assim revelada a sua essência excêntrica e misticista. A artista refere alguns nomes como suas principais fontes, entre eles J Dilla e Hiato Kaiyote, Björk e FKA Twigs.

Semelhante à outra face de David Bowie de 72’, Ziggy Stardust, esta “criatura inventada”, contrariando os tradicionalismos actuais em modo postmodern trip-hop/psych sou,l é de louvar aos deuses gregos do Olimpo. Directamente de uma viagem a outra galáxia, chega aos nossos pés este novo EP com duas faixas estonteantes: “Onyx Glitz” e “Peacebloom”. A primeira peça retrata uma deslocação inspiradora aos reinos obscuros do psych-pop acompanhados de sintetizadores e uma percussão deliciosa aos nossos ouvidos; de seguida podemos ouvir “Peacebloom”, onde é reflectida a luz misteriosa desta entidade alienígena que é Aphty Khea. 

The Waiting Room é o resultado de uma metamorfose natural, do retirar da pele, da estaladiça pele farta do sol, ‘mudando de ares’. Aphty Khea cresce e amadurece com esta new soul. Sensual e misteriosamente, Khea banha-nos com quantidades imensas de psych-sol e trip-hop.

Esta outra versão da artista, esta personagem cósmica, transporta-nos de corpo e mente para outro universo bem recheado, ora de mantras ora de beats super excêntricos e universais.