Aquilo que Lars Von Trier juntou, nenhum homem deve separar!

Jenno Bjørnkjær conheceu Katherine Mills-Rymer enquanto o primeiro trabalhava em Nova York na banda sonora de Melancholia, filme de 2011 do cineasta dinamarquês. O destino – ou lá o que faz estas coisas – começou aqui uma bela história de química romântica e sonora.

Depois de em 2013 terem lançado o disco de estreia Disco To Die To nos Estados Unidos, que lhes abriu caminho a novas colaborações com a 7ª arte, seja no premiado documentário Ai Wei Wei – The Fake Case ou no filme independente dinamarquês Lulu, o duo recebeu rasgada adoração e reconhecimento por parte de muita da crítica especializada, mas mantendo-se, ainda assim, e talvez por opção própria, à margem de grandes alaridos em seu redor. As intensas e orquestrais paisagens sonoras de que revestem os seus temas electro-pop no disco de estreia, se é que se consegue categorizar de forma tão redutora o espectro imenso nos quais os OOFJ se movimentam, são talhadas para vestir de drama e sexo o corpo sensual de uma diva num film noir. E o cinema sempre por perto!

Para 2015 fica já prometido o sucessor de Disco To Die To, Acute Feast, ainda sem data de edição mas com a previsão de colorir a Primavera. O novo single da banda de L.A. é agora apresentado. “You’re Always Good” arranca onde termina “Anna Politkovskaya” – última faixa do anterior registo – com cordas orquestrais tecidas num tom cinematográfico (interpretadas pelo Concert Master Of The Royal Opera dinamarquesa) sobre fortíssimas linhas de baixo, o pulsar rítmico da faixa que rodopia em si mesmo envolvendo a voz sombria e romântica de Katherine Mills-Rymer na frenética percussão jungle de Jakob Høyer, colaborador habitual de Trentemøller. O vídeo? Esse é a visualização de um pesadelo híper realista filmado bem à maneira nórdica.

alec peterson sig