É a rua mais castiça do concelho de Oeiras e a grande novidade da 10º edição do NOS Alive – se descontarmos o facto de os bilhetes diários estarem já esgotados para dois dias (dia 8 e dia 9), de estarmos à beira de ver o primeiro ir pelo mesmo caminho e de se contarem, este ano, com 82 nacionalidades festivaleiras. Por outro caminho – ou, neste caso, rua – vamos poder passear nós dentro do recinto. Erguidas ao longo de 150 metros que se deitam sobre uma versão tingida de um calçadão carioca – ele próprio inspirado na calçada portuguesa que adorna o chão da Praça do Rossio e cujas pedras foram importadas do nosso país -, e no mesmo local onde em edições anteriores nos perdíamos por entre pins e t-shirts nas merch stands, estarão este ano várias lojas, uma recriação da Central Tejo (ex-Museu da Electricidade), entre outras surpresas a conferir aquando da abertura de portas -, naquela que este ano acolhe o nome de Rua EDP, bem como aquele que será o 7º palco do NOS Alive, o Fado Café, onde actuarão, entre outros, os Dead Combo e as Cordas da Má Fama.

Embrulhado por uma bonita cenografia onde as fachadas nos trazem à memória o charme do ambiente vadio e fervilhante dos bairros históricos lisboetas como a Mouraria ou Alfama, o palco, envolto por réplicas de quadros com imagens de antigas de estrelas do fado, receberá essencialmente representantes da nossa canção nacional (sabiam que Tiago Bettencourt , que marcará também presença nesta casa-de-fados-tornada-pista-de-slows-instigadora-de-afectos-até-às-quatro-da-madrugada-sobre-glitterballs, mas sem as mesas nem garçons e garçonettes castiços, contribuiu já para esse cancioneiro?).

Mais novidades sobre o quarteirão pombalino do NOS Alive só mesmo visitanto o recinto. Aqui ficam, em primeira mão, as primeiras fotos deste pedacinho da cultura portuguesa promovido em parceria com a EDP.