Nada menos que fascinante e misterioso o mundo experimental, avant-garde, post-punk e electrónico de fusões alucinantes de beats e amontoados vertiginosos de synths abafados. Uma negritude monumental aquela explorada pelos Liars ao longo de boa parte dos seus sete registos de estúdio de uma carreira marcada por uma imensa variedade de sons e outras tantas mudanças no alinhamento. O inquietante universo do australiano Angus Andrew e de Julian Gross, interrompido já no longínquo 2014 com Mess – altura em que passaram pelo Lux Frágil -, parece retomar agora forma com um novo representante.

Ainda sem título nem data de lançamento conhecidos, a verdade é que no cosmos insano dos Liars já se alinharam as primeiras constelações sonoras, e é precisamente isso que se encontra espelhado nos cinco teasers partilhados pela banda. Exibindo partes de temas que farão, muito provavelmente, parte do próximo álbum esperado ainda para este ano, os pequenos vídeos mostram segmentos de imagens captadas nas profundezas das florestas australianas por Andrew aquando do seu regresso a casa para compor o novo trabalho.

Dispostos em sequência, os cinco teasers formam a palavra THEME, à medida que se vão sucedendo ora teclados cintilantes mesclados com drum kits, ora paisagens sonoras bizarras impregnadas de dark ambient, ora territórios devastados por uma electrónica experimental deitados sobre imagens de uma natureza em estado quase bruto. Andrew dá, desta forma, o mote para a criação do novo álbum:

My favourite feeling is going into the complete unknown. What’s the point in making something you know you can? My goal was to make creative decisions that keep me awake at night.

Aqui os primeiros vislumbres do oitavo longa-duração dos Liars a sair algures durante este ano.