2016 é o ano de regresso dos londrinos Yuck aos discos, com Stranger Things a chegar às prateleiras já no dia 26 deste mês. No seu reportório, contam com dois álbuns, o homónimo Yuck (2011) e Glow & Behold (2013), álbuns que conciliam o indie com o noise rock, havendo ainda um toque de shoegaze nos dois. Apesar do shoegaze ser um elemento presente em ambos de igual forma, a verdade é que, no homónimo, o noise rock predomina, enquanto que em Glow & Behold, é o indie rock que reina. Através dos dois singles que já foram lançados de Stranger Things, “Hold Me Closer” e “Hearts in Motion”, parece que os Yuck conseguiram finalmente conciliar os três géneros de igual modo num álbum, havendo grande expectativa sobre este.

E é então que chegamos a “Cannonball”, o mais recente single. E que single… estamos perante aquele que é a música mais cativante e esmagadora de Yuck até à data. Durante os seus meros 2:25, a harmonia total entre guitarras electrizantes, um baixo sonante e uma intensiva bateria criam uma melodia arrebatadora e cheia de energia. Para este single, a banda explorou caminhos do noise rock pelos quais nunca antes tinha percorrido de forma a tirar o máximo proveito deste género, ao mesmo tempo que implementa uns riffs de guitarra solo típicos de shoegazing. São estes mesmos breaks de guitarra que dão progressão ao tema, de modo a evitar que se torne repetitivo e enfadonho após ter sido ouvido algumas vezes. Facilmente se consegue ver “Cannonball” como uma favorita nos concertos dos Yuck, tanto pela banda como pelo público.

Com “Hold Me Closer” a conciliar de igual modo os géneros característicos da banda, “Hearts in Motion” e “Cannonball” diferem do primeiro single ao focaram-se exclusivamente em indie e noise rock. Com três das doze faixas de Stranger Things já conhecidas, é de salientar o equilíbrio que a banda está a apresentar para este álbum. Caso consigam mantê-lo, podemos estar perante um dos grandes discos para 2016.