É através da técnica de coloração cinematográfica artificial utilizada até finais da década de 70 que “The Passions” se espraia pelo tempo em imagens que traçam as linhas com que se cose o desejo, a luxúria, a desorientação e o abandono contemplativo num sonho erótico decorrido de olhos bem abertos. São espirais circulares de arco-iris que testemunham a nobreza do amor e a sua componente viciante, dos amantes, da condição humana. Temas, de resto, já abordados em In Conflict, o último longa-duração de Owen Pallet, juntamente com questões de género, os desafios e problemas características das relações interpessoais, a empatia e a estados de depressão, tudo rematado com uma forte correlação positiva.

Pallet confessa-nos:

I wrote The Passions after a period during which my definitions of ‘love’ were being redefined. Queers are united by our desires, by our prioritisation of the needs of our bodies and souls over the needs of tradition and societal structures. But I feel there is more to it than that. Our lovers are our family, our brothers and sisters as well as our sexual partners. The Passions is about the blurry distinction between these definitions.

Brian Vu, realizador do vídeo, fala-nos um pouco sobre a sua visão por detrás da arte:

The video was filmed by my friends and I in familiar places. It’s an abstraction of the various stages of love shot within a video portrait style.

In Conflicts saiu a 24 de Maio do ano passado pela Domino Records/Secret City Records, confere aqui a review do álbum.

rosana-rocha-sig

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globetrotter, infografista frustrada, seinfeldo-dependente, apreciadora de aviões, perfeccionista ocd e com vários títulos académicos em factos irrelevantes.

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