Quando ouvimos as gémeas Jófríður e Ásthildur imaginamo-las na garagem de casa dos pais, recheada de bolachas e chá, a flutuarem pelas nuvens de Reykjavík com os seus quinze anos e os seus órgãos Yamaha. Bem… começou assim, mas ao que parece as duas irmãs já espalharam o charme da garagem por todo o mundo.

Gradualmente, vão-nos brindando com novas canções, num mood de “melancholia minimal matinal”, com o sol na pele. Crescendo e limando as arestas para produzir mais e melhor, as irmãs Pascal Pinon prometem manter a sua simplicidade musical e o antigo teclado da garagem. Deram-nos a conhecer o seu estilo: electronic neo-folk, e as suas letras nuas e cruas de sofrimento na adolescência, e não só.

Recentemente foi divulgada a primeira faixa do terceiro álbum, Sundur, que será lançado no dia 26 de Agosto. ‘53’ pode já ouvir-se no Spotify, Soundcloud e Itunes. Jófríõur revelou ao público que a letra da música fora escrita no Verão de 2012:

I had met this boy (…) we walked to a church, which happened to be open so we sat down and started talking about life and death (…) the boy told us about his mother and how she had passed away when he was just a kid. She had suffered from mental illness and jumped out of a window. When I got home I kept thinking about it, it had such an impact on me. I was beginning to understand that people don’t live forever. I wished there was something I could say to him but I didn’t know how, so I put together this song, as a kind of consolation or a message to him.” “His mother that would have been 53 her misery too harrowing” Pascal Pinon – 53

 

 

Sundur og Saman (Separadas e Juntas), o provérbio islandês que foi adaptado para o nome do álbum do duo, retrata a separação temporária das duas irmãs inseparaváveis, aquando Jófrídur viajou em tour com a sua outra banda, Samaris, e Ásthildur partiu para Amsterdão para estudar piano.

We had never been apart our entire lives until we finished touring with our last album – Jófríður Ákadóttir.

O álbum relata momentos de distanciamento emocional e físico e isolamento pessoal, experienciado pelas duas irmãs. Duas viagens distintas compiladas em apenas dois dias com a ajuda técnica do progenitor, Áki Ásgeirsson.

 

unnamed (7)

Have I lost my mind?
Time has told me
That you are not
Who I thought you would be
I was so wrong I’m full of regret
For writing that song
And all that I said
Pascal Pinon – “I Wrote A Song”, 2009