É uma das novas vozes do folk e promete, certamente, reverberar de forma nada passageira. Phoebe Bridgers chega ao panorama mundial de tons mais nostálgicos com a sua voz doce e letras melancólicas e autobiográficas, como um prodígio musical. A californiana de 22 anos tem Neil Young como referência e compõe desde criança, mas nunca se tinha levado muito a sério até conhecer Ryan Adams e ele a comparar com Bob Dylan… algo que lhe mudou a vida.

O seu primeiro trabalho saiu justamente pelo selo PAX-AM, detido pelo próprio Ryan Adams. O EP de 7” intitulado Killer, editado em 2015, teve uma repercussão tal que rendeu a Phoebe não só visibilidade no festival SXSW deste ano, como carta branca para gravar um registo de longa-duração. O seu álbum de estreia já tem nome e data de lançamento: Stranger In The Alps sairá a 22 de setembro.

Como avanço para o disco, Phoebe Bridges mostra a nova canção “Motion Sickness”, um compêndio folk suave com as mesmas guitarras do midwest norte-americano de tanto do cancioneiro do seu mentor musical e revela, também, o respectivo lyric vídeo feito com imagens caseiras e old school como pano de fundo para o seu formato karaoke dirigido por seu irmão, Jackson Bridgers. Criando novos modos de expressão poética através de suas composições, Phoebe eleva os seus dramas juvenis numa canção leve, com alma e sem se importar com o quão patetas as suas inquietações possam soar. Afinal, Phoebe tem um talento e uma sensibilidade pouco comuns, que descobre a sua musicalidade através das nuances que as suas experimentações trazem à sua maturidade artística.

Actualmente, Phoebe Bridgers encontra-se em digressão com Conor Oberst dos Bright Eyes num conjunto de apresentações ao vivo quase todas esgotadas e irá também correr o mundo com a inigualável Cat Power nos próximos meses. Não é para levar com leveza.