A grande fábrica do som tem uma nova máquina. É tecnologia alienígena reconstrutiva na área da pesquisa de fundo de novos campos para o einstürzende neubauten da nova electrónica e chama-se Holly Herndon. Americana de nascença, emigrada para e formada pela cena minimal techno da incontornável Berlin e regressada à pátria–mãe onde continua os seus estudos no Center for Computer Research in Music and Acoustics (CCRMA) da Faculdade de Stanford.

Holly Herndon arma-se de filigranas apocalípticas e de circuitos integrados que ligam colecções de sons esotéricos a sexo geopolítico, à banda sonora da pré-revolução e a nano-histórias de amor entre eles e nós. Sem pudores, na mesma cama coabitam electrónica contemporânea, trance post-minimal, composições quasi clássicas avant-gard, o trip-hop campestre dos Lamb artilhado de experimentação daqui até Sirius como se Meredith Monk, Kraftwerk, Venetian Snares, Mlada Fronta, Björk e Hauschka fossem partes de um mesmo Transformer espiritual, o amante sónico perfeito para a descoberta de “New Ways To Love”, a faixa que acaba com o disco de Holly Herndon.

Platform será a mais recente fantasia de Holly e terá lugar na 4AD a partir de 18 de Maio, O novo registo sucede a Movement de 2011. Temos um conjunto de vídeos e músicas que espelham a abrangência de Herndon no papel de ourives das novas tecnologias, todos eles já como avanço para o disco que chega na Primavera.

alec peterson sig