Fica desde já o aviso para ficar longe de Anacita, quem avisa amigo é. Os Protomartyr não parecem no entanto assim tão amigos quanto isso, já que em Anacita as ruas estão cheias de post-punk e de guitarras noise daquela escola north-american por onde andaram a graduar-se em tempos os Hüsker Dü e uma versão em negativo dos Pavement. O facto é que é mesmo nas ruas de Anacita, a cidade imaginária que Joe Casey – o homem assombrado que dá palavras e voz à banda de Detroit -, onde se deve estar amanhã quando sair o novo disco dos Protomartyr. Amanhã e já hoje durante os breves minutos de “Don’t Go To Anacita”.

O terceiro disco dos norte-americanos, Relatives In Descent, sai amanhã, dia 29 de setembro, mas já está disponível para escuta. Não, não é algures na internet mas numas poucas jukeboxes espalhadas por alguns bares em Brooklyn e no seu estado natal, o Michigan. Para abrir o apetite ao disco, o quarteto filmou uma dessas jukeboxes – especificamente a do The Levee, em Brooklyn – e mostrou o tema “Don’t Go To Anacita”. Uma canção menos densa do que é comum no léxico dos Proto e até agora a mais acessível dos três  segredos desvendados do disco.

“Don’t Go To Anacita” sucede assim na abertura das cerimónias negras de Relatives in Descent a “My Children” e a “A Private Understanding“. O disco novo sai com o selo da Domino depois dos dois discos anteriores Under Color of Official RightThe Agent Intellect terem sido obra da Hardly Art.