Seth Lakeman tem novo álbum, Ballads Of The Broken Few que sai via Cooking Vinyl e estará disponível já a partir de 16 de Setembro. O oitavo trabalho de estúdio do cantor consegue o melhor dos seus dois universos principais: a escrita de canções e a musicalidade ao tocar essas mesmas palavras que imagina. A par disso, conta com a colaboração do produtor Ethan Johns e com as vozes do trio feminino Wildwood Kin. Com todos estes contributos e premissas, o álbum avizinha-se épico, cheio de alma e melodias e cantigas com a essência típica de Lakeman.

O produtor, que tem no currículo trabalhos e vozes como Paul McCartney ou Laura Marling, aceitou agir prontamente neste álbum assim que Lakeman lhe enviou uma música, parcamente gravada, para o seu telemóvel. Foi tiro e queda. Um álbum bem construído também deve muito à forma como é produzido e arranjado.

A par do hábito de Lakeman em gravar as músicas em locais distintos como igrejas ou minas, as onze faixas de Ballads Of The Broken Few foram conseguidas de modo orgânico, com linhas acústicas, num salão de arquitectura renascentista, gerando o ambiente perfeito para aquilo que pretendia. A sua visão única evoca mensagens contemporâneas, ou intemporais, sem deixar de recuperar as várias atmosferas que encontra, conseguindo sonoridades etéreas como se se cristalizassem no ar durante séculos.

De matérias meio cruas, permitindo dar destaque ao som mais puro da voz e dos instrumentos, Lakeman consagra esses pequenos tesouros e dá espaço à performance humana. A envolvência está explícita logo a partir da primeira faixa do álbum. A voz de Seth encontra o complemento perfeito nas vozes do trio, Emilie e Beth Key e Meghann Loney, onde a harmonia em toda a sua forma é bem visível à distância.

Em nome de Lakeman, multi-instrumentista, encontramos violino, viola, guitarra, banjo ou guitarra eléctrica num autêntico banquete de cordas, deixando também lugar ao acordeão. O novo álbum tem sete composições originais, entre covers e parcerias com outros artistas. Seth continua, assim, a confirmar-nos que cada vez mais não conhece limites para as suas experiências musicais, inovando a sua abordagem ao folk com uma pitada de country. Os álbuns nascem poderosos, bem como as actuações ao vivo, concebendo-o como um dos cabeças de cartaz do folk britânico, sem perder adeptos do mainstream e sem ignorar por completo outros géneros musicais.