“OH MY GOD”, “Lamp Lady” e agora “Joanna” continuam a envolver o sucessor de ISON, disco de 2017 de Sevdaliza, num mistério. A irano-holandesa vem desde o inicio de 2020 a lançar singles isolados que, se pressupõe, venham a fazer parte do segundo longa-duração. Mas de suposições está o inferno cheio e o facto é que Sev tem mantido qualquer tipo de informação no segredo dos deuses persas e colocando o foco, tão e somente naquilo que importa no momento. E neste momento existe “Joanna”, mais uma divindade imperial que se movimenta com classe e sabedoria atemporal pela tecnologia e as suas raízes.

O caminho continua menos experimental,optando por estruturas menos complexas que no seu passado recente, condensando a atenção em detalhes menos herméticos apesar de igualmente misteriosos. Como se os Lamb estivessem a fazer música celeste para um xá da Pérsia divino.