Sounds Delicious é uma série limitada, editada exclusivamente em vinil e criada pela Turntable Kitchen – um site onde dois dos maiores prazeres da humanidade se encontram para um jantar de sentidos -,  na qual artistas regravam temas de outros artistas. Quantos sítios conhecem onde a música e a cozinha se encontram para se dar a conhecer uma à outra? Na web serão poucos, com certeza.

Faz muito pouco tempo que Ben Gibbard dos Death Cab For Cutie se lançou a Bandwagonesque dos Teenage Fanclub e que Mutual Benefit regravava temas de Vashti Bunyan. Da mesma colecção fazem parte o disco de Jonathan Rado dos Foxygen a tocar na íntegra Born To Run de Springsteen ou Yumi Zouma a tocar What’s The Story Morning Glory dos Oasis.

Desta vez, a vítima são os The Cure que são passados para as mãos de Frankie Rose, menina que já andou pelos Crystal StiltsDum Dum Girls e Vivian Girls e vem agora deixar um novo olhar sobre Seventeen Seconds, um dos clássico maiores da banda de Robert Smith, lançado originalmente em 1980 pela Fiction e onde se podiam encontrar alguns live favorites que ainda percorrem os alinhamentos de hoje dos concertos da banda, como “Play For Today” ou “M”.

A primeira amostra do disco que sai a 27 de outubro vai para o lendário “A Forest” e encontra-se num estado de fidelidade praticamente imaculado, saindo a colocação da voz de Rose como elemento distinto do original.

Since I already think it’s a perfect record, I tried not to reinterpret too much and stick to similar sounds as the original, but with a twist.

Frankie Rose lançou já este ano Cage Tropical pela Slumberland Records onde pontua muita da roupagem post-punk que os The Cure ajudaram imperativamente a costurar, bem como algum do sonho de Guthrie, FraserRaymonde lado a lado com algum do pesadelo do imaginário de John Carpenter.