Depois de a sua antiga banda ter terminado, Jay Nemeyer não atirou a toalha ao chão e rapidamente criou um novo projecto, nascendo então os Color Palette. Pegando nas demos que se destinavam a um disco dos então extintos The Silver Liners, Josh Hunter, Matt Hartenau e Rogerio Naressi juntaram-se e formaram o quarteto que iria dar continuação ao mundo que Jay Nemeyer queria tornar público.

Todos os cenários que pairavam na cabecinha do líder desta nova banda são traduzidos em temas rock, electrónicos e enérgicos, reminiscente dos pioneiros do dream pop, Cocteau Twins, e de artistas mais actuais como Wild Nothing. Tal como estes, há algo na música dos Color Palette que faz com que se torne atractiva na primeira audição, e viciante após uma mão cheia: entre melodias ricas e competentes, há espaço para linhas de sintetizadores que marcam a diferença, que permitem saborear cada segundo destas músicas e não apenas rotulá-las como um rip-off de outra banda de renome qualquer.

Por mais bela ou cativante que seja a sonoridade de uma música, a parte lírica desempenha, por muitas vezes, um papel fulcral na função de ‘prender’ o ouvinte, de o fazer pensar sobre o que acabou de ouvir. Por exemplo, segundo Jay Nemeyer, “Come Back Home” fala sobre “a dificuldade em superar a perda (morte na família, rompimento de amizades, término de relações)”. Nela, os primeiros instantes são sobrecarregados por um tom melancólico, depressivo, seguindo-se de um explosivo clímax; talvez retrate a dor da tristeza,a forma que se espalha lentamente até consumir num todo.

Entre temas como “Bullets” ou “Heartless”, há imenso por descobrir nestes Color Palette, cujo potencial vai dar certamente que falar. Para já, a primeira grande prova que os espera será com o seu primeiro disco, de nome Vaporware e a ser lançado em finais de Junho. A segunda, será conseguir conceber músicas tão bonitas como as que já são conhecidas, tornado-as, ao mesmo tempo, mais maduras e com ambição. Estamos com vocês, rapazes!

 

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