O Vodafone Mexefest vem dar de novo brilho e cor ao centro de Lisboa, como manda a tradição, no último fim de semana de novembro. A data encontra-se já reservada nos calendários com meses de antecedência, com a única surpresa a ser deixada para os protagonistas de mais uma edição. 2017 reclamara para si todas as atenções nos dias 24 e 25 num evento que desenrola agora o primeiro lote de confirmações. Algumas vêm já sem surpresa, outras vêm preencher um espaço deixado vazio de forma imprevisível em 2016, e há um nome que, quiçá, seja ainda desconhecido da maioria do público. Mas não por muito tempo.

Cigarettes After Sex

Tínhamos já há alguns dias adiantado que uma das bandas que iria dar brilhos – neste caso bastante turvos – à edição de 2017 do Vodafone Mexefest seriam os Cigarettes After Sex. De forma desbocada, Greg Gonzalez tinha revelado em entrevista ao M de Música durante o NOS Primavera Sound que voltavam a Portugal no outono para duas datas, uma no festival da Avenida da Liberdade, e a outra novamente na Invicta. Para já, confirma-se efectivamente a data da capital mas continuamos a aguardar a confirmação do concerto portuense.

A banda texana celebra em 2017 nove anos de carreira e fá-lo da melhor forma possível: a edição do disco de estreia sai para as ruas muito tempo depois de os Cigarettes After Sex serem já considerados há muito tempo uma banda de culto no circuito alternativo. O disco homónimo saiu no passado dia 09 deste mês de junho pela Partisan Records. Fica desde já garantido um momento de silêncios solenes e canções profundamente negras.

Aldous Harding

“Urbana na nostalgia e intemporal na existência.” Era assim que descrevíamos Aldous Harding quando com ela nos encontrámos corria ainda os primeiros rasgos de primavera. Com as suas melodias folk hipnóticas e pouco convencionais assentes na fina seda da melancolia que seguem a fluidez do filão da saudade com particular elegância e charme, ao mesmo tempo que demonstra uma sensibilidade e carisma peculiares não só na sua voz mas na forma como desfia as suas canções em palco, Harding alinha-se no ponto de descolagem da sua Nova Zelândia natal e chega ao Vodafone Mexefest com dois registos de estúdio: Aldous Harding de 2014 e Party já deste ano.

Aldous Harding mudou-se durante um mês para Bristol, onde trabalhou no seu segundo disco com John Parish, conhecido pela sua já longa colaboração com PJ Harvey e por conseguir retirar forças criativas inesperadas dos artistas com quem colabora. Não admira portanto que Party seja um disco espesso e pouco translúcido chegando, a espaços, a ter os seus momentos sombrios com algumas nuances de jazz. Uma belíssima artista a ser forjada.

Para quem ama: Angel Olsen, PJ HarveySharon Van Etten, Kristin HershMarissa Nadler.

Charles Bradley

Ainda ontem confirmávamos o regresso de Charles Bradley ao mesmo palco que deveria ter pisado no Porto no ano passado. Bradley, uma dos nomes maiores da soul, veria a sua digressão inteira cancelada devido a um cancro no estômago que lhe foi diagnosticado, deixando um espaço em branco sobre o possível colmatar da lacuna na cidade de Lisboa. E cá está ela. Bradley e os seus Extraordinaries fazem o pleno e não deixam nenhum dos espaços esvaziados de sons quentes numa altura em que já se aproxima o inverno. Charles Bradley & His Extraordinaries tocam no Vodafone Mexefest em novembro e apostamos que também no palco do Coliseu de Lisboa para receber o herdeiro maior dos grandes nomes da soul e da Motown.

Os passes únicos estão já disponíveis e carregam os seguintes valores:

Até 30 de Agosto: 40€
Até 23 de novembro: 45€
Nos dias do Festival: 50€

VODAFONE MEXEFEST 2017

VODAFONE MEXEFEST 2017