Os Stars são de Montreal, mas disfarçam bem. Logo à primeira púnhamos os canadianos com o mesmo código postal dos Bag Raiders, Cut Copy e outras entidades dançantes australianas e, com disco novo à porta, a 3 de Novembro pela ATO, apresenta-se a possibilidade, a quem ainda não os descobriu, de dançar até vir mais outro verão.

O destino ditou que a procura por um espaço de trabalho levasse os Stars a herdar a mítica sala de ensaios Mile End mesmo por cima do entretanto desaparecido Royal Phoenix Club em Montreal – até à altura a sala de ensaios dos Handsome Furs e onde aconteceram os primeiros ensaios dos Arcade Fire. Transformada em estúdio de gravação pelos Stars, rapidamente a proximidade ao clube e, consequentemente, à vida nocturna, interiorizou-se na composição da banda. Pat McGee, o baterista, explica:

The sub-bass throb coming from the club below our studio was undeniably and unavoidably influential. It motivated us to out-throb the throb.

No One Is Lost é um disco sobre ansiedades, desesperos, êxtase, alegria, perda e sexo e, tal como Torquil Campbell, a voz da banda, afirma

this record’s called ‘No One Is Lost’ because that is a fucking lie,” says Torquil. “We are all lost, we are all going to lose this game and, as you get older, you lose people more and more. I just wanted to close my eyes and jump and hope that was true. Life is loss, love is loss. And loving people is about accepting that you’re going to have to say goodbye to them. And that’s why it’s fucking brave. That’s STARS ethos: this life is very heartbreaking and sad… so let’s get completely fucking arseholed and listen to some Dionne Warwick.

E não é que se dança tão bem ali para os lados do Canadá.

alec peterson sig