Carrie & Lowell, o sétimo registo de estúdio de Sufjan Stevens, revelou-se adequadamente próximo da perfeição. Considerado unanimemente pela crítica especializada como o melhor trabalho do norte-americano ao mesmo tempo que encabeçava as listas de melhores do ano de 2015, o disco viu Stevens regressar aos momentos primordiais da sua carreira, renegando à electrónica experimental do anterior The Age of Adz de 2010 e abraçando de braços abertos o cenário indie folk das suas primeiras incursões discográficas.

Carrie & Lowell, o sétimo registo de estúdio de Sufjan Stevens, é também um disco especial: uma espécie de diário confessional, repleto de instantes negros e tristes, num formato em grande parte mas não na sua totalidade instrumental, cujo catalisador foram as memórias de uma infância complicada e disfuncional e os traumas que lhe toldaram a vivência, para além das viagens em família e, muitos anos mais tarde, a morte da sua mãe Carrie em 2012.

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Carrie & Lowell, o sétimo registo de estúdio de Sufjan Stevens, tem agora, 2 anos de incontáveis rotações após o seu lançamento oficial, uma edição ao vivo que leva o selo Asthmatic Kitty Records gravada a 9 de Novembro no North Charleston Performing Arts Center na Carolina do Sul durante a digressão que levava as memórias de Carrie, sua mãe, e Lowell, o seu padrasto, aos quatro cantos dos Estados Unidos. Com o álbum, que contém uma versão de “Hotline Bling” do rapper canadiano Drake, vem também a respectiva representação visual com mais de hora e meia de actuação e que testemunhou uma extensão na duração de muitos dos temas do disco. O vídeo de Carrie & Lowell Live pode ser visto na íntegra já aqui em baixo.

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