Banda sonora melancólica para dias em que os créditos finais se fazem com o cinzentismo trazido por chuvas de atmosfera densa e visibilidade fosca, numa composição escondida atrás de tristezas cinematográficas, um tanto ou quanto sinistras, um tanto ou quanto fúnebres, pontificadas por sintetizadores espaciais meio adormecidos que descambam num final em crescendo que se torna caótico.

“Pointlessness”, que será a faixa de encerramento do álbum, faz a agulha dos The Voidz descair de intensidade, depois do inconfundivelmente strokianoLeave It In My Dreams” e da bizarria electro-islâmica de “Qyurryus“, os dois temas anteriores revelados para o segundo registo de estúdio dos norte-americanos. Julian Casablancas ajuda a descer os níveis de hiperactividade das pautas anteriores com vocais soturnos que se vão esticando por uma linha melódica tenebrosa, intensificada por teclados demorados e riffs repetitivos.

Virtue é o senhor que se segue na discografia dos The Voidz, e sucede a Tyranny – o álbum de estreia -, tendo lançamento agendado para o dia 3o de Março, via RCA. A banda, já com Julian Casablancas como membro oficial, vem a Lisboa e já este ano. Enquanto isso, Albert Hammond Jr encaminha-se também para o seu quarto álbum a solo. Francis Trouble é editado a 9 de Março pela Red Bull Records e do disco já se conhece “Muted Beatings“.