Aos olhares de boa parte da media musical e sobretudo da cena musical inglesa, surge um nome que promete causar muito barulho nos próximos anos. O nome é Esther Joy – que há dois anos incluía Lane no sobrenome, que entretanto foi retirado -, e arranca elogios já há algum tempo em Terras de Sua Majestade. A BBC, inclusive, chegou a divulgar apresentações suas no festival Glastonbury do ano passado, durante o qual Esther actuou num palco intimista e foi anunciada como uma das promessas, tendo eles próprios referido que se tratava de “one of the most outrageously talented and genuinely exciting young artists to come out of Oxfordshire in recent years.”

Nos últimos tempos, Esther Joy não tem ficado num lugar só. Nascida em Leeds, ela cresceu em Edinburgh, mudou-se para Londres, depois para Sheffield e ainda para Coventry, e agora volta a residir em Londres. A britânica buscou durante os anos em que esteve em diferentes lugares uma inspiração e um modo de questionar tudo ao seu redor, e transmitir o seu sentimento geral sobre as suas experiências pessoais. A sua relação com a música surgiu de um modo bastante contemporâneo; por meio da app GarageBand para Mac, Esther Joy começou a criar sons originais, levando a expressar as suas vivências da sua fase adolescente, confessando mesmo:

Most of my teenage years and early 20s were super dysfunctional and I did a great job of royally fucking up. The thing that pieced me back together was rediscovering making music. I realised that you could build worlds of sound and textures in a computer without ever having to leave your bedroom (which is kind of mind blowing). From then on I taught myself how to produce and began writing electronic music.

Escrito, gravado e produzido por Esther Joy, o novo EP Psychic Tears é a realização dessas suas experiências e descobertas. O trabalho combina eletrónicas dinâmicas, linhas de sintetizadores difíceis e pesados e composições muito bem feitas. Desse EP duas canções já foram divulgadas: a primeira faixa ‘Samgel’ é baseado, de acordo com a cantora, “on a dark and primal character that has been a recurring presence in my life”. O vídeo que divulga o som apresenta a cantora com maquilhagem a cobrir-lhe o seu rosto, a transmitir um desespero sob flashes que saltam aos olhos.

My initial idea was for it to feel like a hostage video where the captor and captive have some crazy invisible joust and transition into each other but in the end it turned out simply as a pure visual portrayal of the characters and myself as narrator in-between them.

A segunda faixa do EP “Friendless Necessity” expõe sintetizadores sinistros e batidas delirantes. Esther Joy diz que a canção parte da necessidade de libertar certos traumas de sua vida, sentimentos deixados para trás que precisou libertar. O EP Pyschic Tears saiu no dia 11 de Agosto e pode ser ouvido em baixo na totalidade clicando na capa do disco.

Psychic Tears
01. Intro/Wealth
02. Franke
03. Samgel
04. Wealth
05. Friendless Necessity

Esther Joy - Psychic Tears EP

Esther Joy – Psychic Tears EP