Quatro anos é tempo nos separa do último jogo a pares dos Wavves de Nathan Williams. Na altura, a banda de San Diego colocava-se frente a frente com os Cloud Nothings numa rodela discográfica exemplificativa e gloriosa do estado da nação do rock descendente directo do punk-pop e do noise-rock norte-americano dos anos 80 e 90. Ambas provavam que esse território não poderia estar de melhor saúde, e de lá até agora V de 2015 e You’re Welcome de 2017 dos WavvesLife Without Sound também deste ano dos Nothings sublinhavam a afirmação que foi No Life For Me, o disco colaborativo.

Os Wavves voltam agora a marcar um derby de guitarras mas desta vez com os quase estreantes Culture Abuse. Com Peach, disco de estreia lançado no ano passado pela lendária Epitaph – editora de Brett Gurewitz dos Bad Religion -, e com o segundo álbum já a ser preparado e com data prevista para 2018, a banda da Bay Area ganhou as honras de abertura dos concertos da tour conjunta dos Wavves com os Joyce Manor que se encontra de momento a decorrer, e o encontro já se estendeu ao estúdio.

Não há grandes novidades sobre o futuro ou se haverá tempo extra nesta partida, mas “Up And Down” consegue do alto dos seus menos de dois minutos deixar indicações mais que suficientes que é urgente continuar com o sobe e desce. O single que une os Wavves aos Culture Abuse não se deixa envolver em tácticas secretas, e tanto chama à memória ecos das vozes características de Ian McCullough dos Bunnymen e as guitarras concisas mas cambaleantes dos Mudhoney, como também não deixa esquecer que “Molly Lips” deixou de pertencer aos Vaselines quando Cobain a trouxe para a história dos Nirvana. Siga para prolongamento.