Parece que os Weezer têm andado nos últimos tempos pelo lado mais soalheiro e descontraído da vida, depois de décadas dedicadas a embrulhar canções com guitarras aceleradas e cheias e melodias punkish e despachadas mas sempre com uma linha alternativa a trespassar as equações sonoras dos seus álbuns.

Verdade seja dita, temas emblemáticos da banda de Rivers Cuomo como “Island In The Sun”, abeiravam-se já em 2001 de uma sonoridade mais pop de clima mais leve, numa altura em que regressavam de um silêncio discográfico de 5 anos com aquele que viria a ser o terceiro registo da carreira e mais um da colecção de discos homónimos que já levam na cintura – são quatro ao todo e distinguem-se cada um por um cognome diferente (o álbum de 2001 viria a ser conhecido como “The Green Album”).

Com mais uma narrativa pronta para ser conhecida já na próxima sexta-feira com o descomplicado nome – e nós agradecemos -, de Pacific Daydream, os californianos fazem jus ao ambiente que os viu nascer enquanto colectivo e somam à nova “Happy Hour” não só um pequeno momento de felicidade (são menos de 3 minutos, herança deixada talvez pelas vias mais punkish que tanto exploraram), como um que mergulha em ondas embaladas pelo funk.

Pacific Daydream, editado pela Crush Music/Atlantic Records e produzido por Butch Walker, será o disco número 11 dos Weezer e vem encher a vida de cool vibes a partir do dia 27 de outubro. Do disco conhecíamos já a punkish “Mexican Fender” e a Imagine Dragonish “Feels Like Summer“.