Dizem que não versa sobre sexo como todas as outras. O título e a letra para aí pendem, mas vamos tentar acreditar. Até porque Hayden Thorpe o justifica. Sobre o tema diz-nos que,

It’s all about the horrific lengths you have to go to to get gratification in today’s society where we can’t live out these Byronic characters, so we have to go shopping and fight each other over TVs to satisfy the id, that primal part — that’s how people get off.

Não só, mas também. Dúvidas sobre as influências que “Get My Bang”, o tema de avanço para o disco novo dos Wild Beasts recebem, com certeza não haverá e são os próprios que as citam: Nine Inch Nails e  Justin Bieber. Uma coexistência tão imprevisível como improvável e que estamos com uma curiosidade imensa para experienciar. Ainda que se vislumbre algo do segundo e muito pouco do primeiro – pelo menos no que a “Bang” diz respeito -, a amostra mal não se pode dizer que correu com os seus vocais melífluos tonalizados por drumkits funk e synths acetinados.

Boy King foi produzido por John Congleton (St. Vincent, Swans, The War on Drugs) sucede a Present Tense de 2014 e sobe ao trono a 6 de Agosto pela Domino. O 5º na linha de sucessão de discos da banda britânica vem com a garantia de ser mais arenoso e negro que os anteriores e bem recheado de synths como dizem que nunca antes imaginámos. Thorpe confessa,

I think Boy King is an apocalyptic record. It’s about swimming in the abyss. When you think about sex, you’ve got to think about death, they’re one and the same.

Os Wild Beasts estiveram em Lisboa em 2014 e nós fomos vê-los ao Coliseu no Vodafone Mexefest. Fotogleria pela lente do Pedro Almeia.

Wild Beasts @ Coliseu dos Recreios (Mexefest)