E quando o 13 é um marco de sorte? Neste caso é com certeza e marca o retorno de um dos clássicos maiores da cena alternativa britânica, os Wire de Colin Newman, Graham Lewis, Robert Grey e Matthew Simms que editam em Abril o auto-intitulado sucessor de Change Becomes Us de 2013 via Pink Flag. Wire conta com a contribuição pela primeira vez de Simms, que entrou para a banda em 2012, mas não fez parte do processo criativo do acima referido Change.

Sempre um passo mais à frente do simples punk-rock, mas também numa sala mais ao lado do post-punk, a subversão e o conceptualismo dos Wire tornou-os num marco da diferenciação sonora e da experimentação no tão simples mundo das guitarras rock dos 70’s e criou-lhes um lugar muito próprio num universo arty e complexo.

I had this idea that I wanted to avoid things that had a particular kind of tradition. I thought the three-chord trick was too simplistic and that the one-chord trick would be better. Or the two chord trick where the second chord is definitely not the right chord. – Colin Newman

O novo Wire é feito tanto de canções escritas com o objectivo final de criar o álbum, mas já exaustivamente rodadas em palco nas últimas tours, como de canções lançadas de forma espontânea para cima da mesa já em estúdio por Colin de forma a arrancar dos restantes cúmplices uma sonoridade o mais natural possível… art-punk-rock-style no seu melhor 40 anos depois do primeiro disco.

Wire

01. Blogging
02. Shifting
03. Burning Bridges
04. In Manchester
05. High
06. Sleep-Walking
07. Joust & Jostle
08. Swallow
09. Split Your Ends
10. Octopus
11. Harpooned

alec peterson sig