Há precisamente 76 anos, nascia em Santo Amaro na Bahia um dos vultos maiores da escrita de canções do último milénio. Caetano Emanuel Viana Teles Veloso iria transformar-se, alguns anos mais tarde, num símbolo da música brasileira, da música cantada em língua portuguesa, muito para além de qualquer fronteira política, linguística ou geográfica.

Caetano foi um dos artistas seminais do tropicalismo e do rock psicadélico brasileiro, inscreveu-se como um dos nomes maiores da MPB, usou a bossa como se fosse uma coisa nova, foi baladeiro, experimentalista, impressionista de som, passou pelo reggae, pela folk. Caetano passou, e continua a passar, pelo mundo desde um Domingo em 1967 – ano de edição do disco de estreia -,  como se fosse o seu mais querido ponto de encontro com a brincadeira de escrever músicas.

Caetano continua a influenciar e a ser um marco essencial na vida de jovens, e não tão jovens, bandas brasileiras. Em Maio passado, os A Banda Mais Bonita da Cidade estiveram em palco com a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa, no Paraná, na 32ª Semana de Cultura Bruno & Maria Enei, para um show único e especial em que redescobriram as músicas dos seus três álbuns de originais – A Banda Mais Bonita da Cidade de 2011, O Mais Feliz da Vida de 2013 e De Cima do Mundo Eu Vi o Tempo do ano passado – pela linguagem da fusão da música clássica com o indie rock de feições MPB que os caracteriza.

A banda de Curitiba afiou as garras de “Tigresa”, música do disco homónimo de Caetano de 1968, e partilhou hoje de forma a celebrar o aniversário de Caetano Veloso, o vídeo da apresentação com a Orquestra, que pode ser visto já aqui em baixo.