Björk devolve-se a paisagens utópicas de concepção visual vanguardista na narrativa videográfica para “Utopia” – o tema-título do novo disco da islandesa -, depois do deleite sensorial provocado pelas imagens voluptuosas e excêntricas de “The Gate“, o primeiro vídeo retirado do álbum.

A “Utopia” de Björk, revestida por flautas encantatórias, auroras mágicas salpicadas de pós brilhantes, plantas exóticas sobrevoadas por pássaros mágicos num universo a roçar o surreal habitado por fadas e sereias terrestres, serve-se de um magnetismo estético assente numa escala de cores de final de tarde ou de amanhecer, e apresenta-se como um convite a um mergulho profundo no seu estranho e fascinante mundo.

Poderoso manifesto futurista, produto de uma mente pioneira no retrato visual da sua produção sonora, o novo vídeo de Björk tem realização de Andrew Thomas Huang – responsável também por “Björk Digital“, a exposição em realidade virtual da islandesa estreada no ano passado nos Estados Unidos. “Utopia” é a terceira transposição para imagens para o último álbum de Björk, editado a 24 de novembro passado, depois de ter sido revelado no final de Novembro o vídeo para “blissing me“.

Utopia é o nono álbum de Miss Guðmundsdóttir e o sucessor de Vulnicura, de 2014. A mais recente colecção de canções, a mais longa da sua carreira, com mais 70 minutos de duração é, segundo a própria, um olhar sobre o amor.