Choir of Young Believers

Depois de uma tour imensa pelo mundo, prémios na sua Dinamarca natal – da banda já que Jannis Noya Makrigiannis, o cérebro por trás dos Choir Of Young Believers, partilha ADN com a Grécia e com a Indonésia – e umas férias bem merecidas apenas interrompidas para uma série de datas com os Depeche Mode, os Young Believers deixam de ser uma entidade plural e Makrigiannis reacende a chama da crença no trabalho solitário, metodologia original antes do músico, depois de um exílio criativo na ilha grega de Samos em 2006, ter regressado a Copenhaga e reunido em seu torno um grupo de amigos e músicos e dado inicio a esta orquestra pop de tantos contornos, sejam kraut e psicadélicos, sejam de Americana e sinfonias avant-gard. Acima de tudo os Choir são uma exploração sonora que apenas depende do caminho traçado no momento por Jannis. De momento, diz ele que esse caminho está na inspiração retirada em nomes como Talk Talk, Enya, Sade, Dean Blunt, Frank Ocean e a fase inicial dos 90s de Madonna.

Efectivamente algo parece ter mudado neste mundo. Pelo menos tendo em conta o vídeo partilhado hoje e que anuncia o regresso da banda aos discos depois de Rhine Gold, pensado para chegar aos ouvidos públicos mais para a final de 2015. Estilisticamente mantém-se indefinível mas de melodias superiores, o lirismo negro envolve-se numa aura mística e triste apesar de ao longo dos seus 7 minutos se encontrarem a espaços linhas de luxuria soul, cantares étnicos, trejeitos de hip-hop apocalíptico e alguma vontade de quase dançar.  Este é o vídeo, no mínimo estranho e enigmático, para “Face Melting”.

alec peterson sig