D.A.R.K.
D.A.R.K.

Luz verde para os D.olores A.ndy R.ourke K.oretsky!

Quando o baixista de The Smiths (Andy Rourke, com uma respeitável carreira que passou também por Ian Brown, The Pretenders e Sinead O’Connor) se junta a Dolores O’Riordan (cuja voz em nada foi piorada por trabalhos menos inspirados a solo e com os The Cranberries), essa colaboração não pode ser ignorada pelos melómanos. E se naquela colaboração está envolvido um jovem como Olé Koretsky, newyorker que tem feito um post-punk contemporâneo, no qual camadas electrónicas se fundem harmoniosamente (como fazem os New Order), então convém estarmos mesmo atentos ao projecto nomeado D.A.R.K.!

De facto, Andy Rourke é um jovem de espírito que não ‘cristalizou’ e tem trabalhado com artistas mais novos, por exemplo Badly Drawn Boy nos 90s e agora Koretsky, que com ele formou o projecto Jetlag. E Koretsky, após o Rourke ter atraído Sinead para o agora trio, propôs o nome do seu outro projecto (entretanto diluído no D.A.R.K.) para título do álbum que os D.A.R.K. vão lançar a 27 de Maio – Science Agrees, que já está sendo apresentado com a canção “Curvy” (ainda sem videoclip).

Com uma produção que começou em Nova Iorque (após Koretsky e Rourke se descobrirem em Washington) e passou por Ontário e Califórnia, antes de ser concluída (masterizada) em Londres, Science Agrees é publicitado como veiculando influências comuns entre o trio e as de cada membro acolhidas pelos outros. E para já, em “Curvy”, os D.A.R.K. cumprem o que foi anunciando, naquela canção que, com alicerces na ‘onda’ dos New Order, tem incorporados elementos ‘Madchester’ como os arranjos e outras opções de teclados e synths que trazem à memória clássicos como “The Only One I Know” (Charlatans) e bandas como The Stone Roses e The Happy Mondays, que por sua vez inspiraram o início de outras influentes bandas: por exemplo, os hoje veteranos Blur (em “There’s No Other Way”) ou os mais efémeros Jesus Jones e EMF.

Todavia, são elencadas muitas outras referências – entre as quais estão David Bowie, Brian Eno, Depeche Mode, Badalamenti e The Cure -, que merecem recuar ao início deste artigo, para repetir que convém mesmo estarmos atentos aos D.A.R.K.!