Hurts

Bastou apenas um disco de Theo Hutchcraft e Adam Anderson para recolocar o synth pop na boca do mundo e nas capas das revistas. Os Hurts editavam Happiness em 2011 e temas indeléveis como “Silver Lining”, “Wonderful Life”, “Illuminated” e “Devotion” com Kylie Minogue tornavam-se momentos marcantes na história da música moderna. Relembrava-se ao mundo o cunho profundo que os Depeche Mode, Erasure, Human League ou Pet Shop Boys tinham nas gerações que cresceram nas décadas de 80 e 90 e de como a classe e o clássico podia agarrar de forma pop uma nova geração. Em 2013 confirmavam a destreza na escrita de canções com Exile. A banda de Manchester acertava novamente em cheio num disco imenso cheio de hinos, se fosse 1986 estádios cheios chorariam por eles.

Hoje anuncia-se aqui o regresso às luzes mais brilhantes com o colossal novo single “Some Kind Of Heaven”, a primeira amostra para o terceiro e novo disco de Theo e Anderson ainda sem data marcada no calendário. “Some Kind Of Heaven” é arte sintética mas sem plástico nem silicone, é a mais que perfeita glória feita canção pop, as vozes a encher o espaço e os refrões do tamanho da galáxia.

Além do colaborador habitual Jonas Quant na produção, os Hurts chamaram para partilhar os créditos da escultura sonora Stuart Price (Madonna, The Killers) e Ariel Rechtshaid (Haim, Vampire Weekend).  “Some Kind Of Heaven” sai a 31 de Julho e mais novidade sobre o disco espreitam nas próximas semanas.

There’s a choir of angels deep inside my lungs. Can you hear them sing?

alec peterson sig