Mais de 25 anos se passaram já sobre o lançamento de  Mutantes S. 21, o incontornável quarto álbum da banda bracarense, que marcou tanto a carreira dos Mão Morta como a história da música portuguesa.

Editado em Dezembro de 1992 pela Fungui – que, na verdade, não era uma editora mas sim a empresa de malas do manager da banda, Vitor Silva -, o disco catapultou a banda de Adolfo Luxúria Canibal para a linha da frente do rock português e deu-a a conhecer aos olhos do grande público, em grande parte devido ao sucesso inesperado e sempre a rock & rollar de “Budapeste”. O álbum é uma trip bizarra e negra sobre o crime e o submundo de várias cidades europeias, do norte de Africa e do Médio Oriente, ultrapassando até os véus dimensionais terrenos para “Shambala”.

Os Mão Morta dedicaram 2017 a levar para a estrada a celebração do aniversário do disco e encerraram a tour na Culturgest em Lisboa, em Novembro. Mentira, não acabaram nada porque acrescentaram um concerto surpresa no raiar de 2018 na cidade que os viu nascer. A jogar em casa, as vitórias sabem sempre melhor, e com vista para “Barcelona”, “Marraquexe”, “Berlin” ou “Lisboa”, os Mão Morta deixaram em Braga, na sala centenária do Theatro-Circo na noite de 6 de Janeiro, a habitual atmosfera única que sempre souberam tecer.