MGMT - Entrevista

MGMT

Fã confesso de Pink Floyd, Andrew VanWyngarden conversou com a Tracker Magazine no backstage do NOS Alive e assumiu as influências de Disco Inferno e Spiritualized no disco hormónimo MGMT que vieram apresentar em Portugal. Com uma postura em palco a roçar a perfeição, muitas pessoas se questionavam se as camadas de som que produziam em estúdio seriam traduzidas em performances ao vivo. Tudo foi superado e aprovado nesta terceira vinda a Portugal. Acho que ficámos todos com o ar do gato do Andrew. Não sabem do que falo? Leiam a entrevista.

É verdade que ouves muito Pink Floyd?

Oiço bastante. Acho incrível a variedade de sons que eles conseguiram criar. Mas se eu quiser ouvir “The” Pink Floyd, oiço Syd Barrett. De qualquer forma sim, é verdade, oiço muito Pink Floyd, está confirmado.

Os MGMT têm uma música cujo título é “Life’s A Lie”, que vida é que é uma mentira?

A vida de toda a gente. Mas não posso confirmar, ou negar.

Quantas músicas cabem no “Flash Delirium”?

Acho que, na minha cabeça, quando estamos a tocar, talvez umas quatro. É suposto ser esquizofrénico, é suposto sentires que estás a enlouquecer.

Funciona para ti, então.

Sim. É por isso que a música está espalhada por todo o lado, é maníaca.

Há muitos jornalistas lá fora.

Oh, não!

No evento em geral, não só para ti.

Ah, que alívio!

Esses mesmos jornalistas, para fazerem uma cobertura actualizada e eficaz, recorrem a várias fontes de informação online. O que é que mudarias na vossa página da Wikipedia?

Eu li a nossa página o ano passado quando o álbum saiu. Quis ver o que andava por lá. E deparei-me com muita informação detalhada sobre o início da banda e duas ou três frases sobre o terceiro álbum. Eu acho que ninguém anda a actualizar aquilo.

Sabes que podes actualizar, devias actualizar e escrever “by Andrew”.

Sim, mas não era uma coisa que eu quisesse fazer pessoalmente. Se bem que no fim poderia dizer que esta era a verdadeira Wikipedia.

Concordas com o que dizem de que o vosso álbum novo foi influenciado pelos Aphex Twin e house music?

Isso foi algo que um jornalista da Rolling Stone disse mesmo antes do álbum estar terminado. E foi algo que pegou e foi repetido por muitas pessoas. Eu não oiço Aphex Twin desde que tinha uns 19 anos. Houve outras coisas que tiveram maior influência.

Como por exemplo?

A banda Disco Inferno, como eles criam camadas de som. Essa foi uma grande influencia. A. R. Kane, Spiritualized, Sterolab.

Fizeste um post no Twitter com um gato, cuja expressão disseste que era a reacção pós-escuta do vosso álbum. De quem era aquele gato?

Era e é o meu gato. Aliás, é uma gata e esse episódio foi engraçado. Eu encontrei um flyer numa mercearia, numa rua ao pé dos estúdios onde estávamos a gravar, no estado de Nova Iorque, no meio do nada. E dizia: “Oferecem-se gatos”. E eu fui lá e havia oito gatinhos e eu testei-os para ver qual era o que tinha de ser meu. E ela era tão cool que eu segurei-a e ela começou a dormir e essa foi a foto que podes encontrar no Twitter.

Devias pedir a todos os fãs para colocarem fotos no Twitter das suas reacções ao ouvirem o vosso álbum.

Achas? Essa era uma ideia excelente. Fotografias? Se calhar devíamos ter feito isso no ano passado, logo depois do álbum ter saído.

É possível que tenham quebrado os laços com alguns fãs depois do lançamento do segundo trabalho?

É possível, mas acho que isso é o que muitas pessoas gostariam que tivesse acontecido. Muita gente prefere reportar coisas terríveis que possam ter acontecido do que escrever sobre coisas boas. O que realmente aconteceu foi que solidificámos a nossa base de fãs que, vai muito além da música.