Michael Vidal

Como no silêncio se pode ler muita coisa, os 5 anos de ausência total de palavras e vestígios de nova música da banda tropical post-punk synth arty rock, Abe Vigoda, dizem-nos que é tempo de começar a espreitar outras paragens. Em 2014 Juan Velazquez, o teclista da banda, apresentava ao mundo o seu novo projecto Roses que entretanto lançou o EP Dreamlover, descaradamente influenciado por Morrissey e Marr, pelos House Of Love, pelos The Bolshoi e pelos synths neo-românticos em geral, mas sem mais novidades até agora.

2015 é o ano de Michael Vidal, o senhor das guitarras dos californianos, se mandar aos discos. Na verdade Michael Vidal mandou-se primeiro às cassetes já que em 2013 lançava Dream Center pela Big Joy, editora de L.A.. O mesmo Dream Center que agora é capturado pela Couple Skate e reeditado digitalmente e em vinil. Quem tiver tido acesso à cassete sabe o que aí vem, nós como não nos passou pela mão temos apenas este “Dreams (Come Back To Me)”. E a verdade é que não andando longe no que toca a sentir-se o mesmo amor comum aos The Smiths de Velazquez, Vidal entra por outro tipo de nostalgias oitentistas, as guitarras em cascatas cristalinas de Vini Reilly e dos Durutti Column, a aproximação aos mundos dreamy dos The Church e um piscar de olho aos primeiros passos do shoegaze.

O disco chega apenas em Junho mas fica a promessa de uma nova etapa criativa para Vidal, longe da exuberância dos Abe Vigoda e por caminhos mais íntimos e reflexivos como se os David Bowie & The Commotions tivessem existido.

alec peterson sig

 

 

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