Tape Junk

É sob pedaços de vida, fragmentos de experiências triviais ou caricatas, situações do quotidiano, histórias comuns ou simples romances que se escreve a história do segundo longa-duração dos Tape Junk editado pela Pataca Discos no passado dia 20 de Abril em formato digital, o álbum homónimo que sucede a The Good & The Mean, disco de estreia a carburar desde 2013.

Gravado e produzido por Luís Nunes (Walter Benjamin) numa sala de espaço limitado e com pouco isolamento dos instrumentos na aldeia alentejana do Alvito, Tape Junk testemunha uma interacção inédita entre todos os membros da banda, enquanto se traduz num manifesto discográfico que retém uma autenticidade construída sobre o espírito de partilha, a vontade de trazer a energia da banda ao vivo para o formato gravado e a espontaneidade de quem não conhece pelo menos metade dos temas a gravar.

Assimilando um rol de inflexões que passam pelo legado dos The Velvet Underground, Rolling Stones, Pavement, The Stooges e Giant Sand os Tape Junk, que deixaram já a sua marca pelos palcos de Paredes de Coura, Mexefest e Nos Em Palco e contam no seu alinhamento com João Correia (voz e guitarra), Nuno Lucas (baixo), António Vasconcelos Dias (bateria) e Frankie Chavez (guitarra e slide guitar), passam este ano pelo Nos Alive e pelo CCBeat. “Six String And The Booze” é o vídeo promocional que assinala a edição do formato físico do disco disponível desde 11 de Maio.

rosana rocha sig