Quantas bandas são precisas para colocar os olhares do público e as atenções todas centradas num cartaz de um festival? Se for uma banda mítica do rock alternativo dos anos 90 e uma das poucas que sobreviveu ao passar da história de forma (quase) intocada e plenamente coerente com o legado que ajudaram a escrever – mantendo a espinha dorsal e definidora daquilo que sempre foi a sua essência base -, é então simplesmente simples. Os Red Hot Chili Peppers atravessaram três décadas e meia de rock e de modas, e continuam tão relevantes como em plena época de ouro do rock alternativo norte-americano.

Anthony Kiedis, Flea, Chad Smith e Josh Klinghoffer vão ocupar a nave-mãe do Super Rock em linguagens lisboetas de rock no próximo dia 13 de julho com mais um disco ainda fresco na bagagem. The Getaway é, apesar da longa trip de funk, punk e rock dos Peppers, o 11º disco de originais da banda da cidade dos anjos, mas principalmente um manual de grandiosas canções com todos os ingredientes com que se talharam ao longo dos anos músicas como “Catholic School Girls Rule”, “Get Up and Jump”, “Behind the Sun” ou “Aeroplane”,  “Scar Tissue” e essas mesmo que estão a pensar de Blood Sugar Sex Magik.

The Getaway é o primeiro disco dos Red Hot a ser produzido por Danger Mouse deixando para trás 25 anos a contar com Rick Rubin como uma espécie de malagueta honorária. Os Red Hot Chili Peppers são assim o pontapé de saída da 23ª edição do festival lisboeta.